sexta-feira, 19 de maio de 2017

FILMES SOBRE A DITADURA MILITAR

Daniel de Oliveira e Patrícia Pillar em Zuzu Angel

Com a supersérie da Globo Os dias eram assim a ditadura militar voltou a ser comentada entre a população brasileira, no entanto, nosso cinema já faz isso há vários anos. 

Ele retratou em dezenas de filmes o regime ditatorial  que deixou marcas profundas na sociedade brasileira. Todos os filmes foram lançados posteriormente, já que a censura proibia qualquer tipo de filme que falasse desse assunto. Alguns diretores até tentaram vencer essa barreira, mas só conseguiram fazer isso com filmes herméticos e até incompreensíveis ou que falassem de uma ditadura que acontecia em qualquer país fictício, mesmo que todos soubessem que aquele país era o Brasil.

Brasil – Um Relato de Tortura (1971)– Raras imagens captadas durante a ditadura militar estão no documentário, que retrata o chamado Grupo dos 70 – presos políticos soltos em troca da libertação do diplomata suíço Giovanni Enrico Bucher, sequestrado por guerrilheiros de extrema esquerda.

Eles Não Usam Black-tie (1981) – Baseado na peça homônima de Gianfrancesco Guarnieri. O filme retrata os conflitos, contradições e anseios da classe trabalhadora no final dos anos 1970, que coincidia com um momento crítico da ditadura militar. A trama situa, em polos opostos, a esperança na ação coletiva e a aposta nas saídas individuais.

Reginaldo Faria e Antonio Fagundes em Pra frente Brasil

Pra Frente Brasil (1983)– Sob o título da canção que embalou a seleção brasileira de futebol campeã mundial em 1970, a produção de Roberto Farias foi pioneira ao mostrar de forma aberta a violência sofrida pelos presos nos porões da ditatura. A trama aborda a euforia pelo milagre econômico e pela Copa do Mundo. Jofre (Reginaldo Faria) é um pacato cidadão de classe-média, sem qualquer envolvimento com guerrilhas de esquerda. Em meio às comemorações, ele é confundido com um ativista político pelas autoridades, sendo posteriormente levado ao cárcere e torturado por agentes federais. Enquanto o homem sofre as consequências de atos que não cometeu, sua família busca as respostas para o desaparecimento.

Cláudio Marzo em Nunca Fomos tão felizes

Nunca Fomos Tão Felizes (1984): O diretor Murilo Salles retrata o período da ditadura a partir de uma relação familiar. Um militante perseguido pelo regime retira seu filho de um colégio interno após anos sem comunicação. Disposto a desvendar os mistérios do pai e conhecê-lo melhor, o jovem começa a investigar sua vida.

Tanga - Deu no New York Times? (1987): Comédia dirigida pelo cartunista Henfil sobre a vida na miserável ilha de Tanga, na qual um ditador baseia suas decisões a partir da única edição do jornal norte-americano "New York Times" que chega ao local. Para conquistar o poder, guerrilheiros lutam para ter acesso ao diário.

Corpo em Delito (1990): Dirigido por Nuno César Abreu, tem Lima Duarte como Athos, um médico legista que falsifica laudos para encobrir mortes causadas pela repressão durante a década de 1970. Após se aposentar e se dedicar à carreira de escritor, ele continua assombrado pelos acontecimentos do passado.

Lamarca (1994) – O filme conta a história do capitão do exército Carlos Lamarca e de sua opção pelo rompimento com as forças armadas durante os anos da ditadura. O diretor Sérgio Rezende decide se fixar nos dois últimos anos de vida do personagem, quando abandona a farda e, plenamente imerso na luta contra a repressão, envia a mulher e seus dois filhos para o exílio em Cuba.



O Que É Isso, Companheiro? (1997) – Em 1964, o golpe militar derrubou o governo democrático brasileiro e, após alguns anos de manifestações políticas, foi promulgado o Ato Institucional nº 5, mais precisamente em dezembro de 1968. Neste período, vários jovens cariocas de classe média optaram pela luta armada para enfrentar o regime militar. Alguns deles, integrantes do MR-8 e da Aliança Libertadora Nacional (ALN), elaboram um plano para sequestrar o embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick (Alan Arkin) e trocá-lo por prisioneiros que eram torturados nos porões da ditadura.

Ação Entre Amigos (1998): Dirigido por Beto Brant, o filme acompanha um grupo de quatro ex-guerrilheiros que, 25 anos após terem sido presos e torturados pela ditadura, se reúnem para encontrar o homem responsável pelo que aconteceu.

A Terceira Morte de Joaquim Bolívar (2000): Dirigido por Flávio Cândido, acompanha o conflito ideológico de 35 anos entre um barbeiro comunista, Joaquim Bolívar, e o coronel Gaudêncio, manda-chuva de uma fictícia cidade do Rio de Janeiro.

Quase Dois Irmãos (2004): Questões raciais ganham destaque no longa de Lúcia Murat sobre o reencontro de dois amigos de infância com trajetórias marcadas por semelhanças e diferenças. Nos anos 1970, eles foram enviados à mesma penitenciária e enquadrados na Lei de Segurança Nacional. Depois, um se tornou político e o outro, chefe do tráfico.

Leonardo Medeiros em Cabra-cega

Cabra-cega (2004) – Os anos de chumbo da ditadura militar são o foco do longa-metragem dirigido por Toni Venturi. Em setembro de 1971, o sonho da revolução já não era tão nítido para os estudantes Tiago (Leonardo Medeiros) e Rosa (Débora Duboc). A missão de derrubar o regime de exceção fracassa e a organização da qual fazem parte discute o abandono da luta armada. Comandante de um grupo de ação, o rapaz é ferido à bala em uma emboscada da polícia e precisa se esconder em um modesto apartamento. A partir de então, a militante de base torna-se sua enfermeira e único contato com o mundo.

O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006): Dirigido por Cao Hamburguer, é estrelado por Michel Joelsas. O jovem ator interpreta Mauro, um garoto de 12 anos que vê sua vida mudar completamente quando os pais, militantes de esquerda no Brasil dos anos 1970, saem de férias de forma inesperada.

Zuzu Angel (2006): Cinebiografia da estilista Zuzu Angel, interpretada por Patricia Pillar. Sucesso em sua profissão, nos anos 1970 ela luta contra o regime para denunciar o desaparecimento do filho, Stuart, integrante do movimento estudantil. Direção de Sérgio Rezende.


Batismo de Sangue (2007): Baseado no premiado livro homônimo de Frei Betto, tem direção de Helvécio Ratton. Sob o ponto de vista de Frei Tito, interpretado pelo ator Caio Blat, o filme mostra a ação de um grupo de frades dominicanos contra o regime militar.

Corpo (2007): Dirigido por Rossana Foglia e Rubens Rewald, narra a obsessão do legista Artur, personagem do ator Leonardo Medeiros, em descobrir a identidade de um cadáver encontrado em meio a restos mortais de presos políticos mortos durante a ditadura.

Cidadão Boilesen (2009) – Capítulo sempre subterrâneo dos anos de chumbo no Brasil, o financiamento da repressão violenta à luta armada por grandes empresários ganha contornos mais precisos no documentário de Chaim Litewski. O filme traça o perfil de Henning Albert Boilesen (1916-1971), dinamarquês radicado no país e um dos principais representantes da atividade. Suas ligações com a ditadura militar, a participação na criação da Operação Bandeirante e as acusações de que assistia voluntariamente às sessões de tortura são alguns dos temas abordados no longa-metragem.

Diário de uma Busca (2010) – Outubro de 1984. Celso Afonso de Castro, jornalista com uma longa história de militância de esquerda, é encontrado morto no apartamento de um ex-oficial, onde entrou à força. A polícia sustenta a tese de suicídio. O episódio, digno de uma trama de suspense, é o ponto de partida de Flávia, filha de Celso e diretora do filme, que decide reconstruir a trajetória da vida e da morte de seu pai, ex-membro do partido comunista que chegou a ser preso e torturado pelo regime militar. Numa viagem no tempo e na geografia, Flávia volta a Porto Alegre, Santiago, Buenos Aires, Caracas e Paris, cenários do exílio familiar, da ilusão e do fracasso de um ideal político.

Cara ou Coroa (2012) – Assinado e roteirizado por Ugo Giorgetti, o filme busca, a partir do cotidiano dos integrantes de uma companhia teatral, traçar um retrato do país no início dos anos 1970, quando o regime de exceção utilizou a vitória da seleção na Copa do Mundo do México para criar uma campanha nacionalista de legitimação. Os atores Walmor Chagas, Otávio Augusto e Emílio de Mello, dentre outros, dão vida a personagens que vão desde militares contrários à barbárie oficial até esquerdistas bem-intencionados, porém contraditórios em sua luta por liberdade.

Repare Bem (2013) – A pungente história de Denise Crispim e sua dura trajetória de batalha, exílio e perdas durante a ditadura é o tema do título de Maria de Medeiros. Filha de pais militantes, ela se apaixonou por Eduardo Leite, o "Bacuri", conhecido guerrilheiro da luta armada paulistana e um dos responsáveis por orquestrar os sequestros do cônsul japonês Nobuo Okushi e do embaixador alemão Ehrenfried von Holleben. A relação entre os dois deu origem a uma gravidez, no mesmo momento em que a família de Denise foi perseguida pelos órgãos de repressão. Ela e a mãe, Encarnação, foram presas e seu irmão, assassinado. Pouco tempo depois, Bacuri acabou detido por Sérgio Fleury, delegado famoso pela crueldade, e sofreu 109 dias de tortura até ser morto antes mesmo de conhecer sua filha.


Hoje (2013): Em 1998, uma ex-militante política realiza o sonho de comprar seu apartamento, graças à indenização recebida pelo desaparecimento do marido durante o regime militar. O recomeço planejado por Vera se vê ameaçado quando o marido reaparece 30 anos depois, no dia da mudança.

A Memória que Me Contam (2013): Irene Ravache interpreta o alter-ego da diretora Lúcia Murat, uma ex-revolucionária que reencontra companheiros de resistência em uma sala de hospital. Eles esperam por notícias da também guerrilheira Ana, personagem inspirada em Vera Silvia Magalhães, amiga de Murat na vida real e a quem o filme é dedicado.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

3062 FILMES BRASILEIROS


Parece que foi ontem. Eu estava na pós graduação há uns 8 anos e uma colega ficou encantada quando eu disse que já tinha visto 1000 filmes brasileiros. O que ela diria agora se eu disse que completei 3062?

A paixão pelo Cinema Nacional surgiu há muitos anos, com certeza influenciada pelos filmes dos Trapalhões e da Xuxa, que eram exibidos constantemente na Sessão da Tarde da Rede Globo. Depois acompanhava o “Made in Brazil” da Band que exibia entre outros filmes nacionais, as adoráveis pornochanchadas. Em seguida veio a TVE Brasil com o Cadernos de Cinema que após a exibição dos filmes, levava convidados para debater o longa sob o comando da jornalista Vera Barroso. A rede Globo, naquela época só exibia filmes brasileiros na primeira semana do ano com o Festival Nacional, mas isso ainda era pouco para mim que consumia avidamente esses filmes.

Descobri o Cine Brasil TV, um canal de produção independente que passa vários filmes e o melhor de tudo: é exibido em sinal aberto no satélite para quem quiser assistir. Foi nesse canal que conheci quase todos os filmes do diretor Carlos Hugo Christensen, como “O menino e o vento”, “Enigma para demônios”, “Anjos e demônios”, “Viagem aos seios de Duília” e do diretor e ator Carlo Mossy, um dos reis da pornochanchada, além de tantos outros filmes imperdíveis dos anos 60 aos anos 90. O canal é dirigido por Tereza Trautman (que tive a oportunidade de conhecer e é um amor de pessoa) que nos anos 70 e 80 dirigiu filmes como “Os homens que eu tive” e “Sonhos de menina moça”.

O Canal Brasil ainda continuava sendo um sonho, quando descobri a TV por assinatura “Astral Sat” e virei assinante só por causa desse canal. Oito meses depois o canal foi retirado e ela logo faliu. Reclamei muito, mas não adiantou nada. Estava de novo órgão do Cinema Brasileiro quando resolvi assinar a Sky, pois dali acho que o canal não sai, mas como não tinha muito tempo de assistir acabei cancelando a assinatura e fiquei uns anos sem, hoje sou assinante da OI TV simplesmente por causa do Canal Brasil, mas claro que nem por isso deixo de fazer downloads para ver os filmes que não passam na tv.

No início tinha preconceito com as chanchadas e os filmes da Mazzaropi, mas hoje os adoro e já vi todos os filmes que Mazzaropi fez. Acho alguns filmes do Cinema novo meio chatos, bem como quase todos os de Glauber Rocha, mas mesmo assim ainda vejo todos com grande prazer.


O cinema marginal me agrada muito. Adoro O pornógrafo; O cangaceiro é o melhor entre os filmes de cangaço; Pixote – A lei do mais fraco, um dos melhores da Embrafilme; os filmes de sexo explícito da boca do lixo também me agradam, pois sempre contavam uma história (mesmo que tosca) e a trilha sonora era de música clássica como Chopin e Beethoven. Alfredo Sternheim é o meu diretor preferido dessa época; Alma Corsária, um dos melhores da fatídica Era Collor; Central do Brasil, o melhor da retomada e o meu preferido de todos os tempos.

As trocas de filmes brasileiros com colecionadores também ajudaram muito nessas “descobertas”. Descobri várias pérolas, muitos com ótima qualidade, apesar da maioria ter sido gravada do VHS original. A maioria desses filmes também eram pornochanchadas.

E por último, os downloads. Depois que descobri os macetes de se baixar filmes na internet, nunca mais faltou filmes para eu assistir e é claro que os filmes brasileiros são prioridade e eu não deixo de baixar um filme nacional pra baixar qualquer filme estrangeiro que seja. Apesar que os próprios internautas tem preconceito com os filmes brasileiros e upam muito mais os filmes estrangeiros, principalmente os americanos.

Brinquei com um amigo, que quando vejo um filme americano é como se estivesse traindo a minha mulher (P.S. Não sou casado). Ele riu já que como a maioria das pessoas, prefere os yankees.

Que venham os 4.000.




sexta-feira, 24 de março de 2017

FILMES COPRODUZIDOS PELO CANAL BRASIL

Carolina Dieckmann e Leonardo Sbaraglia em O silêncio do céu

O Canal Brasil além de exibir filmes brasileiros em 70% de sua programação, ainda participa da produção e co-produção dos filmes, o que é bastante interessante para a produção nacional e depois ainda tem o direito de exibi-lo em primeira mão pouco tempo depois da exibição nos cinemas. O canal já participou da coprodução de mais de 200 filmes.

Vamos à lista:
(Os filmes marcados com x são os que eu já assisti)

(X) Minutos Atrás
(X) A Farra do Circo
(X)  Educação Sentimental
(X) Gata Velha Ainda Mia
(X) Mazzaropi
(X) Mão na Luva
(X) Setenta
(X) O Uivo da Gaita
(X) O fim de uma era
(X) O Rio Nos Pertence
(X) A batalha pelo Rio
(X) Lascados
(X) Olho nu
(X) Jards
(X) Casa 9
(X) Riscado
(X) Dossiê Jango
(X) Jorge Mautner – O filho do holocausto
(X) Rock Brasília – A era de ouro
(X) Dzi Croquettes
(X) Loki - Arnaldo Batista
(X) Revelando Sebastião Salgado
(X) Bonitinha, mas ordinária (2013)
(X) Paixão e acaso
(X) Luz, anima, ação
(X) Waldick – Sempre no Meu Coração 
(X) Primeiro dia de um ano qualquer
(X) Luz nas Trevas, a Volta do Bandido da Luz Vermelha
(X) Canções do Exílio, a Labareda Que Lambeu Tudo 
(X) A balada do provisório
(X) Cine Holliúdy
(X) Intrépida Trupe - Será que o tempo realmente passa?
(X) Seewatchlook - O que você vê quando olha o que enxerga?
(X) Nelson 70
(X) Castanha
(X) Anna K.
(X) Meus dois amores
(X) Amor, plástico e barulho
(X) Favela gay
(X) A queima roupa
(X) Romance Policial
(X) Insubordinados
(X) Entreturnos
(X) Toro
(X) Hector
(X) Jauja
(X) Boi Neon
(X) Cordilheiras do mar - A fúria do fogo bárbaro
(X) Cidade de Deus – 10 Anos Depois
(X) Conversa com JH
(X) Cauby – Começaria Tudo Outra Vez
(X) Ralé
(X) Órfãos do Eldorado
(X) Muitos homens num só
(X) A morte de J. P. Cuenca
(X) Campo Grande
(X) Caminho de volta
(X) Sete visitas
(X) Geraldinos
(X) A mulher de longe
(X) Campo de jogo
(X) A luneta do tempo
(X) Garoto
(X) O prefeito
(X) O futebol
(X) Eu sou Carlos Imperial
(X) Sabotage - O mestre do Candão
(X) Dissecando Antonieta
(X) O outro lado do paraíso
(X) Mulheres no poder
(X) Big jato
(X) Abaixando a máquina 2 - No limite da linha
(X) A despedida
(X) Yorimatã
(X) Cinema Novo
(X) Lampião da esquina
(X) Lua em Sagitário
(X) O espelho
(X) Rota de fuga
(X) O silêncio do céu
(X) Magal e os formigas
(X) Cícero Dias - O compadre de Picassso
(   ) Galeria F
(   ) A serpente
(X) Cacaso
(X) Rondon - O desbravador
(   ) Mario Willace Simonsen - Entre a memória e a história
(   ) 82 minutos
(   ) Aspirantes
(   ) Crônica da demolição
(   ) Quase memória
(   ) Nervos de aço
(   ) Love film festival
(   ) Origem do mundo
(   ) Introdução à música do sangue
(   ) Mar de fogo
(   ) Menino 23
(X) O silêncio do céu
(   ) Vampiro 40º
(X) Maresia
(   ) Divinas divas
(   ) Guerra do Paraguay
(   ) Fica mais escuro antes do amanhecer
(   ) Entre os homens de bem
(   ) A destruição de Bernardet
(   ) Canastra suja
(   ) Deserto
(   ) Silêncio no estúdio
(   ) Pendular
(   ) Não devore meu coração
(   ) A Glória e a Graça


terça-feira, 21 de março de 2017

PALAVRAS AO VENTO


Fiquei interessado por este filme pelo seu título que é bem atrativo e pela presença de Rock Hudson que se tornou um ícone do cinema. É dirigido por Douglas Sirk que foi um dos mestres do melodrama dos anos 50 e dirigiu Rock em seis outras ocasiões, sendo “Sublime Obsessão” (1954) o mais famoso deles.

Logo no início do filme, é mostrada uma morte e em off uma música triste fala das palavras que são ditas sem necessidade e com certeza deve ter dado nome ao filme. Em seguida um longo flashback mostra um homem (Rock Hudson) que conhece uma secretária (Lauren Bacall) e logo se apaixona, mas ela se interessa e se casa com o melhor amigo dele (Robert Stack). Ele tem o sonho de ser pai, mas tem dificuldades de engravidar a esposa e devido a isso vira alcoólatra, o que complica seu casamento e a relação com seu amigo de infância.

Um típico dramalhão dos anos 50 com Rock Hudson no auge do sucesso, pouco depois estrondoso “Assim caminha a humanidade” (1956) e que merece ser conferido.

Nenhum dos grandes astros de Hollywood provocou tamanha comoção com sua morte (acontecida em 02/10/1985, vítima de AIDS) quanto Rock Hudson, parte dessa comoção por ele ter sido o primeiro astro a assumir a doença e também sua homossexualidade, poucos dias antes de falecer. Era o ator mais popular da Universal, mas o boato de que era gay ameaçava seu sucesso, então seu agente casou-o com sua secretária Phyllis Gates em 1955. O casamento durou três anos, quando Phyllis pediu o divórcio por incompatibilidade de gênios.

Rock nasceu Roy Harold Scherer Jr. em Chicado, Illinois em 17/11/1925, adotando em seguida o sobrenome do padrasto, Fitzgerald. Depois do início no teatro, seu agente lhe conseguiu um contrato de sete anos e trocou seu nome para Rock (a solidez dos rechedos) Hudson (a força do Rio Hudson).


Foi parceiro de Doris Day em três comédias maliciosas: “Confidências à meia-noite” (1959), “Volta meu amor” (1961) e “Não me mandem flores” (1964). Ainda foi galã de Gina Lollobrigida, Claudia Cardinalle, Leslie Caron, Julie Andrews, Elizabeth Taylor e Mia Farroz. Sua última aparição foi no seriado “Dinastia” (1985).

quinta-feira, 16 de março de 2017

LEVADO PELO VENTO

Gilberto Carlos


Não sou mais o mesmo de antes
Um vento forte passou por aqui
(talvez mais forte que todos os outros)
E levou de mim partes essenciais.

Fico imaginando como seria
Se não houvesse ventado
Ou se não ventasse nunca
E eu ainda estivesse completo.

Tento correr atrás desses pedaços
Mas a cada dia tudo parece estar mais espalhado
Estou em todos os lugares
E ao mesmo tempo não estou em lugar nenhum.

Mas o mesmo vento que passou
Pode voltar a qualquer momento
E me trazer de volta
Vou então juntar todos os pedaços
E ser mais forte e resistente
Capaz de aguentar qualquer vendaval.


sexta-feira, 10 de março de 2017

1500 FILMES BRASILEIROS PARA VER NO YOUTUBE


Completei 3.032 filmes brasileiros assistidos e gostaria que todos fossem como eu e vissem o máximo de filmes brasileiros que pudessem. Não vou negar que os downloads são uma ótima fonte de conseguir filmes, muitas vezes de difícil acesso, que não foram lançados nos cinemas ou mesmo em DVD ou VHS e que nem são exibidos na televisão aberta ou fechada.

Se uma de suas justificativas para não conhecer a história do cinema brasileiro e assistir a produções clássicas e contemporâneas é a dificuldade de acesso, pode esquecer esse problema. A Cinemateca Popular Brasileira, canal do YouTube desenvolvido e mantido pelo Armazém Memória, reuniu 1.501 filmes nacionais dispersos em centenas de canais de usuários do Youtube, compondo 501 playlists. Uma vez por ano o catálogo é utilizado, mediante manutenção de links quebrados e varredura no Youtube, para inclusão de vídeos ainda não catalogados no Canal. Com a atualização de 2015 superou-se 34% do conteúdo produzido em mais de 100 anos de cinema nacional. A última manutenção de playlists e atualização de catálogo foi realizada entre 21/12/2015 e 27/01/2016. No canal estão publicados 19 filmes de 409 que se encontram em domínio público e 3 com autorização da família do diretor. Os demais são agregados aos catálogos do portal a partir de postagens de terceiros disponíveis na rede.

No catálogo, é possível localizar as obras por ano, direção e gênero, como também consultar filmografias de diretores e diretoras, cronologias dos filmes nacionais por ordem de lançamento nos cinemas ou festivais. Entre as categorias, estão a de Filmes Premiados no Brasil, Filmes Premiados no Exterior, Literatura e Teatro no Cinema, Cinema Novo, Super 8, entre outros.


A Cinemateca Popular Brasileira utiliza como fonte de pesquisa o Dicionário de Filmes Brasileiros de Antônio Leão da Silva Neto (1908-2002) e os catálogos da ANCINE (2002-2013). Para acessar o canal do YouTube e conferir todos as produções disponibilizadas, clique aqui ou acesse o site do Armazém Memória.

sexta-feira, 3 de março de 2017

OS VENCEDORES DO OSCAR 2017


A 89ª edição do Oscar ficará marcada pela incrível gafe após a inacreditável gafe no final, quando os apresentadores Warren Beatty e Faye Dunaway anunciaram o vencedor errado do prêmio de Melhor Filme, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas emitiu um comunicado explicando a causa do problema.

Após pedir desculpas a todos os envolvidos na confusão, assim como ao público que assistiu à cerimônia pela televisão, a Academia responsabilizou a empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers (PwC) pelo erro.

Os dois funcionários da empresa de auditoria PwC responsáveis pelo erro na entrega do prêmio de melhor filme do Oscar 2017 nunca mais irão trabalhar na premiação, disse nesta quarta-feira (1º) a presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, Cheryl Boone Isaacs, à AP.

Na entrevista, a presidente afirmou que Brian Cullinan, quem entregou o envelope errado que resultou no anúncio equivocado de "La la land: Cantando estações" como melhor filme, estava distraído nos bastidores. E que ele e sua parceira, Martha Ruiz, foram permanentemente removidos de qualquer participação com a Academia de filmes.


"La La Land" terminou a festa com seis prêmios, "Moonlight" com três, "Manchester à beira-mar" e "Até o último homem" com dois cada, e "A chegada" e "Um limite entre nós" com um cada.

Veja todos os vencedores:


ATOR COADJUVANTE:

Mahershala Ali, "Moonlight: sob a luz do luar"

MAQUIAGEM E CABELO:
"Esquadrão suicida"

FIGURINO:
"Animais fantásticos e onde habitam"

LONGA DOCUMENTÁRIO:
"O.J.: made in America", de Ezra Edelman

EDIÇÃO DE SOM:
"A chegada"

MIXAGEM DE SOM:
"Até o último homem"


ATRIZ COADJUVANTE:
Viola Davis, "Um limite entre nós"

FILME ESTRANGEIRO:
"O apartamento" (Irã)

CURTA DE ANIMAÇÃO
"Piper"

LONGA DE ANIMAÇÃO:
"Zootopia"

DIREÇÃO DE ARTE:
"La la land: cantando estações"

EFEITOS VISUAIS:
"Mogli: o menino lobo"

EDIÇÃO:
"Até o último homem"

CURTA-METRAGEM:
"Sing", Kristof Deak e Anna Udvardy

CURTA DOCUMENTÁRIO:
"The white helmets"

FOTOGRAFIA:
"La la land: cantando estações"
TRILHA SONORA:
"La la land: cantando estações"

CANÇÃO ORIGINAL:
"City of stars", de "La la land: cantando estações"

ROTEIRO ORIGINAL:
"Manchester à beira-mar"

ROTEIRO ADAPTADO:
"Moonlight: sob a luz do luar"

DIREÇÃO:
"La la land: cantando estações", Damien Chazelle


ATOR:
Casey Affleck, "Manchester à beira-mar"

ATRIZ:
Emma Stone, "La la land: cantando estações"

MELHOR FILME:
"Moonlight: sob a luz do luar"